Erisipela

O Que é Erisipela

A erisipela é uma patologia séptica dos linfáticos, produzida principalmente por estreptococos e secundariamente por estafilococos. A infecção consiste na penetração, crescimento e multiplicação das bactérias patogênicas. Durante uma infecção, temos a fase de virulência, que e séptica e provocada pelas bactérias, a fase inflamatória, que é asséptica e produzida pelas toxinas liberadas pelas bactérias e a fase de resistência, que é promovida pelo organismo, através de seus mecanismos de defesa. Logo, quanto maior for a virulência dessas bactérias nos surtos de erisipelas, por estreptococos e estafilococos, menor será a resistência orgânica. Sabemos que em todo processo infeccioso existe a fase metabólica e catabólica das bactérias.

erisipela

Durante uma infecção, ocorre a formação de endotoxinas e a liberação de exotoxinas e enzimas, pelas bactérias, no espaço intersticial. É também no espaço intersticial que encontramos o líquido intersticial e o gel intersticial. O gel intersticial tem os mesmos elementos do líquido intersticial, acrescido do ácido hialurônico, mais o ácido condroitina sulfúrico, que são responsáveis pela geleificação do líquido intersticial.

Erisipela Bolhosa

DIFERENÇA ENTRE ERISIPELA POR ESTREPTOCOCOS E ESTAFILOCOCOS

A diferença pelo exame físico do paciente portador de erisipela por estreptococos e estafilococos, consiste em:

A) Na erisipela por estreptococos, existe uma área hiperemiada bem extensa e mal delimitada, que é provocada principalmente pelas exotoxinas: estreptolisina e estreptoleucocidina e pelas enzimas hialuronidase e estreptoquinase, que transformarão o gel intersticial em líquido intersticial, que irá facilitar a difusão dessas toxinas pelo espaço intersticial, demonstrando que, neste caso, a virulência bacteriana foi maior que a resistência orgânica. B) Na erisipela por estafilococos, existe uma área de hiperemia bem menor e bastante delimitada, que é provocada pelas exotoxinas hemolisina e leucocidina, e pela enzima estaficoagulase que, coagulando o liquido intersticial, irá transformá-lo em gel intersticial, impedindo desta maneira a difusão das toxinas pelo espaço intersticial, demonstrando que neste caso a virulência bacteriana foi menor que a resistência orgânica.

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